A Comunidade da Igreja Matriz Nossa Senhora Imaculada Conceição, em Rio dos Cedros, está em ritmo de preparação para a grande festa que fará realizar em louvor à Padroeira.
Na próxima quarta-feira, dia 3 de dezembro, abre-se o evento com santa missa presidida pelo pároco Pe. Jairson José Kienen, às 19h30.
Na quinta-feira, 4, Pe. Fernando Steffens, que recentemente trabalhou como pároco em Rio dos Cedros, e atualmente é pároco de São Luiz Gonzaga, em Blumenau, presidirá a celebração eucarística às 19h30.
Na sexta-feira, 5, às 19h, Pe. Djonatan Francisco Rubik, pároco de Nossa Senhora de Fátima, em Blumenau presidirá a santa missa, com a participação especial dos membros do Apostolado da Oração e logo após, no salão anexo à igreja, haverá venda de saboroso churrasco e pastel caseiro.
No sábado, 6, às 19h, o pároco Pe. Jairson presidirá a santa missa, seguindo-se venda de churrasco e pastel no salão.
No domingo, 7, às 10h, Pe. Kienen presidirá a festiva santa missa, seguindo-se o especial almoço no salão paroquial, com churrasco, frango recheado, acompanhamentos e serviço de bar e cozinha. À tarde, diversas atrações animam a festa com Bolo, Café, Roda do Bicho. Às 14h, o Musical Zillertal dá o ritmo de alegre tarde dançante.
Na segunda-feira, dia 8, dia da Padroeira Nossa Senhora Imaculada Conceição, às 9h, está agendada a Missa das Crianças, presidida pelo pároco Pe. Jairson, e, às 19h, igualmente sob a presidência do pároco Pe. Kienen, tem lugar a solene santa missa, própria do dia oficialmente dedicado a Nossa Senhora Imaculada Conceição, conforme o calendário litúrgico católico. Logo após, no salão paroquial, haverá venda de pastéis e será sorteada a Ação Entre Amigos.
O que é o dogma da Imaculada Conceição de Maria
Imaculada quer dizer sem mácula, sem mancha, sem pecado. Refere-se a Maria, mãe de Jesus e nossa. E como tal, Deus a preparou de modo singular para a sua altíssima missão, preservando-a do pecado original, isto é, libertando-a da tendência para o mal, herança que todos os seres humanos receberam de Adão e Eva. O Apóstolo Paulo ensina que “aos que predestinou estes também chamou e aos que chamou a estes também justificou e aos que justificou também glorificou” (Romanos 8,10). Neste versículo está contida não só a trajetória de Maria, mas de todo cristão pelos méritos da morte e ressurreição de Jesus: o chamado divino, a justificação ou purificação do pecado e a glorificação. A Maria, porém, essas prerrogativas, igualmente pelos méritos de Cristo, aprouve a Deus concedê-las em grau máximo. Então, desde a sua concepção, preservou-a do pecado original. Assim, reza-se a jaculatória: “Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós”. Na Igreja Católica Apostólica Romana era tão forte essa crença na Imaculada que, no dia 8 de dezembro de 1854, através da bula “Ineffabilis Deus”, em português, inefável, inexprimível, Deus), o Papa Pio IX definiu-a como dogma, quer dizer, uma verdade de fé a ser acolhida universalmente.
História
Quando, em 1870, os imigrantes italianos chegaram a Rio dos Cedros, o dogma da Imaculada Conceição era relativamente grande novidade na teologia católica. Para os devotos da mãe do Senhor, no entanto, ver reconhecido oficialmente o que já se acreditava nas comunidades e na própria teologia mariana era motivo de imensa alegria. Então, não houve dúvidas de logo escolher a Mãe Imaculada como padroeira da primeira igreja construída na nova comunidade.
O que significa para os cristãos o dogma da Imaculada Conceição
Na imagem de Nossa Senhora Imaculada Conceição se vê uma serpente a seus pés, recordando a serpente que, no livro do Gênesis, representou o demônio, indutor ao pecado de Adão e Eva. Maria, a nova Eva, na mesma imagem, tem o pé pisando a cabeça da serpente. É o sinal da vitória da mãe de Deus sobre o autor de todo o mal, fruto da graça divina. Por consequência, ser cristão é imitar Maria na luta contra todo mal, contra o ódio, a vingança, o orgulho, a injustiça e contra a própria morte que Jesus venceu com a sua paixão e ressurreição. Inclusive a morte física não mais representa a destruição da humanidade, mas sim, a sua Páscoa, a transformação do corpo humano em corpo ressuscitado, vivo eternamente, à semelhança do corpo ressuscitado do Senhor.
Pe. Raul Kestring – Blumenau, 27 de novembro de 2025









